O Arco do Carvalhão

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Encontrei poucas mas elucidativas páginas sob o assunto. Lagoa dos Arcos é o seu nome actual... é também denominado “Oásis Arco”, e faz parte das belezas do Parque Nacional do Iona. Para culminar, fui brindada com três fotografias do local!!! Duas são do site "The Millenium Adventure" (http://jimrogers.com/), que relata a aventura levada a cabo por um casal nova-iorquino, que, durante 3 anos, percorreu cerca de 245.000 quilómetros pelos mais recônditos lugares deste planeta, o que lhes granjeou, assim, registo no Guinness.

Graças a esses dois aventureiros estado-unidenses pude rever um dos lugares da minha infância... recordar e avivar a memória... E mais!, mostrar através de fotografias que não exagerei quando exaltei a sua beleza, senão vejamos o que um dos viajantes escreveu sobre o Arco:

"6 de Junho de 2000 - Deslocámo-nos através de uma estrada quase impecável, que corta a areia dourada do Deserto do Namibe e onde o cume dos morros se parecem com o topo das mesas. Que mistério será este que faz o vento moldá-los assim? Saímos da estrada em direcção ao Lago do Arco, onde havia uma pequena aldeia com cerca de 15 pessoas (crianças e adultos), que foram ao nosso encontro e nos olhavam com curiosidade. Percorremos uma pequena distância à volta da montanha de pedra até ao lago de um azul-safira, rodeado de plantas e palmeiras. Havia até nenúfares na lagoa. A Natureza tinha esculpido dois grandes orifícios numa das rochas da montanha, o que nos permitia visualizar a lagoa tanto de um lado, como do outro. Um trabalho de arte! O homem jamais teria criado tal maravilha da Natureza! ... "


Obtive a terceira fotografia no site "Humana People to People" (http://www.human.org/).

Posteriormente, ao restabelecer contacto com o meu amigo e colega da primária, Eduardo Pompeu Tendinha da Silva (o Dadica), natural de Moçâmedes e residente em Luanda, recebi do mesmo mais 5 fotografias do local, que agora (Agosto de 2003) tenho o prazer de apresentar. Estas fotografias foram obtidas em 2000 e, segundo me foi dito, o local apresentava uma grande beleza porque tinha chovido muito e o Rio Curoca tinha magnanimamente contribuído com as suas águas para a lagoa.







Recentemente, fui contactada por Daniel Lavadinho Mendes Conceição. Foi colega do meu Pai e conhece-nos de Moçâmedes. Através dos nossos e-contactos, o Lavadinho tem-me fornecido dados adicionais sobre o que tenho escrito. Estou-lhe muito grata por esses contributos, que me refrescam a memória, mas que são igualmente importantes para quem conhece os locais do Sul de Angola e, mais!, para os que pela primeira vez deles tomam conhecimento. Assim:

A lagoa junto ao Arco do Carvalhão chamava-se lagoa de S. João do Sul e fazia parte de uma fazenda com o mesmo nome, que distava de Porto Alexandre (hoje Tombua) uns 25 a 30 quilómetros por estrada. Situa-se próximo do Rio Curoca que, na época das chuvas, alimenta a lagoa. Tanto a fazenda como a lagoa são um verdadeiro oásis.



A Cereja no Topo!

Recentemente, o meu amigo moçamedense Eduardo Nunes (residente na Cidade do Cabo, África do Sul) apresentou-me o Sr. Randy Gomes, um lobitanga residente em Luanda. Este nosso compatriota acompanhou o Eduardo à Província do Namibe, a fim de rever a sua cidade natal e visitaram, então, a Lagoa dos Arcos. Foi esta a primeira vez que o Eduardo a visitou e manifestou-me a sua admiração pela beleza do local.
Referi-lhes este texto e as poucas fotografias que tinha do mesmo.... Imediatamente, o Sr. Gomes se disponibilizou para facultar-me uma colecção sobre a visita que tinham feito ao oásis.
As fotografias que apresento abaixo datam de 12 de Novembro de 2005 e endereço ao Sr. Gomes os meus agradecimentos pela prontidão com que disponibilizou as suas fotografias.

Não querendo de modo algum tirar o mérito das que apresentei anteriormente, as fotografias abaixo oferecem-nos a possibilidade de apreciar a grandiosidade deste extenso oásis, em pleno Parque Nacional do Iona.
Mais palavras para quê?...


NOTA: No slideshow que poderão apreciar abaixo, as primeiras seis fotografias mostram-nos o vale do Rio Curoca bem como a sua foz, junto ao Oceano Atlântico, a Norte de Tombua, antiga Porto Alexandre. O Rio, que não tem um caudal permantente e “mete água” consoante as cheias, mostra-se nestas fotografias com pouca água, a qual já não consegue alcançar o mar.
As restantes seis apresentam vários aspectos da Lagoa dos Arcos.

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