A Índia pré-Histórica
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A distribuição da picareta em redor do oceano Índico «pode acostumar-nos a uma comunidade
cultural entre a África oriental, a Arábia e a Índia, tanto nos tempos pre-históricos como nos
históricos... tal como o Mediterrâneo, o oceano Índico é um lago cultural, essencialmente
unitário e [sê-lo-ia] ainda mais para trás, no Plistocénico médio.» As semelhanças culturais
pré-históricas entre a África oriental e a Índia não obrigam, porém, a migrações de picaretas
africanas «marchando para norte e para leste impondo um novo colonialismo», mas tão somente uma
transferência cultural.
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Série III
O microlitismo está presente no Baluquistão (estação de Kila Gul Mohamed), no Iraque (Jarmo),
Jordão (Jericó) e Chipre, não se associando com cerâmica em nenhuma destas regiões, onde varia
em idade de 6000+ a.C. em Jericó a 3350 a.C. no Baluquistão. Não se encontra no sudoeste
asiático, onde não se espera encontrar cerâmica térmica com idades superiores a 4000 a.C. Na
Índia a cerâmica mais antiga data de 3000 a.C. e associa-se a micrólitos que, de resto, ocorrem
em depósitos do 1º milénio e mesmo da Idade do ferro.
As estações microlíticas indianas concentram-se no norte e centro [o mapa não o confirma]. As
indústrias, tal como a inovação lavaloásica aplicada directamente ao talhado abevílico sem a
interveniência da picareta achêulica, misturam-se na estratigrafia com um ferramental muito mais
primitivo: no vale do r. Jehum (Caxemira) aparecem lascas e núcleos levaloásicos associados a
cerâmica neolítica e mesmo do período histórico. Só na Índia central se nota uma sobreposição
cultural clara nas estratigrafias: no r. Pravara,
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afluente do Godovari, há materiais achêulicos nos níveis inferiores, cobertos por levaloásicos,
e nos superiores uma cultura aurinhácica sem tendências microlíticas mas com afinidades cápsicas
e reminescente do aurinhácico queniano; 34 km a norte de Bombaim (estação de Khandivili) a
estratigrafia contém desde o pré-soan em argila
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às lâminas e buris aurignácicos, tudo coberto à superfície pela «inevitável indústria de
micrólitos»; ao norte de Madrasta (estação do desfiladeiro do r. Naudicanana) os materiais
sobrepostos às indústrias I e II
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têm afinidades com o cápico do Quénia, de 6500 a 5000 a.C., o que sugere uma grande lacuna
cultural na Índia se o cápsico for ali de idade semelhante. No Guzerate (estação de Sancália)
os micrólitos estão associados a esqueletos dolicocéfalos, sepultados em posição contraída,
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e a fauna moderna habitava um solo arenoso
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num clima de precipitação moderada; eram caçadores-recolectores e usavam uma cerâmica
grosseira. No Quénia os depósitos cápsicos correspondentes aos indianos datam de 6500 a 5000
a.C.; em África a indústria é depois substituída a sul do Saara pela cultura Wilton.
É a cultura hoje associada às comunidades boximanes de África que se equipara, na Índia, à dos
montes Víndia, dos vales dos rios Mahi e Gondovari e do sul da Índia,
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todas excepto duas sem cerâmica, portanto pré 3000 a.C.; em Rangpur está sob materiais da
civilização do Indo e nas no sul do estado de Madrasta representa-se por micrólitos grosseiros
de quartzo e sílica nas dunas fósseis
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8. O autor nem sequer conjectura sobre a antropologia correspondente às indústrias que
descreve, não referindo quaisquer fósseis do ‘homem da picareta’; pressupõe-se a hipótese das
subespécies H. Habilis e erectus se darem ambas igualmente bem com picareta e
talhadores!
9. Na base a picareta, a que se sucede primeiro uma indústria de discos e lâminas, a
seguir raspadeiras, lâminas e núcleos – alguns com gumes retocados – e raros buris, de ágata,
silício, calcedónia e jaspe.
10. Castanha-azulada, possivelmente depositada no Riss.
11. Lâminas de lidite com dorso, raspadeiras de núcleo e buris de tipo goiva, crescentes
microlíticos; numa argila vermelha.
12. Mesma que entre os coisanes tradicionais.
13. Tal como os pastores tardenuásios de ovelhas, que penetraram as florestas da zona
temperada durante o interglacial Würm II/III.
14. A última é a sucessão Caminade-Burkitt no desfiladeiro do r. Naudiacanama.
15. Estações de Teri, praias elevadas a 6 e 8m.
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