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Depois de ter estudado a planta, classificou-a, dando-lhe o nome de "tumboa bainesii" em virtude dos indígenas da região lhe darem o nome de "tumbo".

Mais tarde o botânico inglês, dr. J.D. Hokker, autor de imensos trabalhos da especialidade, e de renome mundial, deu o nome de
"welwitschia mirabilis" à "tumboa bainesii" , em homenagem ao seu descobridor.

O dr. Hooker afirmou que aquela "bizarra planta era o mais curioso de todos os gnetáceas e talvez de todas as dicotiladóneas".

Outros tradadistas eminentes têm afirmado ser a
"welwitschia" a maior descoberta botânica do século XIX.

Não obstante ter decorrido um século sobre a descoberta de tão discutido exemplar no meio científico e de muitos botânicos terem procurado fazer o seu estudo concludente, todavia, parece não terem ainda chegado a acordo sobre a classificação definitiva de tão raro exemplar da flora mundial.

É curioso que, tendo sido feitas várias tentativas da transplantação da
"welwitschia" para jardins municipais e particulares da cidade e outras localidades, todas foram sem êxito, prova evidente que esta planta apenas pode viver no "habitat" que escolheu, o Deserto de Moçâmedes."

Fim de citação.



O que se disse acerca da "welwitschia mirabilis":

"A "welwitschia mirabilis", descoberta nas vizinhanças do Cabo Negro, da costa odicental africana, é a mais curiosa das gnetaceas e talvez que de todas as dicotiledoneas. Este bizarro vegetal é conhecido entre os indígenas pelo nome de TUMBO."
(Dr. José Dalton Hoecker, Presidente da Socidade Real de Londres e sócio da Academia das Ciências de Paris)


"Uma das curiosidades do deserto de Moçâmedes é a célebre "welwitschia mirabilis", planta estranha, verdadeiro aborto do reino vegetal. O caracteres aberrantes do seu aparelho vegetativo, conferem-lhe um lugar de destaque no conjunto das formas vegetais."
(Dr. Luís Wittnich Carrisso, Professor de Botânica da Universidade de Coimbra.)


"A "welwitschia mirabilis" é uma das maiores maravilhas que tem produzido a natureza."
(Dr. Augusto Henriques Rodolfo Griesbach, Professor de Botânica da Universidade de Göttingen)


"É sem sombra de dúvida a planta mais maravilhosa e também a mais feia que jamais trouxeram a este país."
(Regius Keeper, do Royal Botanic Gardens, Kew - 1863)


"Foi nos anos de 1858/59 que o botânico austríaco Dr. Welwitsch, contratado pelo governo português, descobriu e classificou a "welwitschia mirabilis", dando-lhe o nome de "tumboa bainesii". Os caracteres desta notável planta são de tal modo desconsertantes, que vindo a ser estudada há perto de 80 anos pelos mais eminentes botânicos, ainda hoje se discute qual o lugar que lhe compete na escala botânica, como se pode ler nos autores citados e nos trabalhos de Baines, Anferson, Júlio Henriques, Hallier, Chodal, etc..

A "welwitschia mirabilis" por consenso geral é tida como a maior descoberta botânica do século XIX e, em todo o globo, é o distrito de Moçâmedes o único lugar em que ela vegeta, havendo centenas de milhares na parte desértica, desde os minúsculos exemplares, até aquelas que, pelo seu porte, demonstram uma existência multissecular."

(M.A. de Pimentel Teixeira)



Sugestão de sites de carácter científico:


O terceiro site é de Miguel Porto, residente algures em Portugal. Certamente que trabalha na área científica. Ele está a tentar reproduzir a "welwitschia mirabilis" através da germinação de sementes, em Portugal!!! O relato das suas tentativas, insucessos, esperanças que a planta germine e vença as dificuldades é bonito e vislumbramos o carinho que dedica à tarefa a que se propôs. O seu endereço é


          • A rara "welwitschia mirabilis" , no Deserto do Namibe.

NOTA: A primeira foto foi obtida no site "The Millenium Adventure" (http://jimrogers.com/) e a segunda no site "Gymnosperm Database" (ver link acima).

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